UMA EXPERIÊNCIA DE FÉ, AMOR A HISTÓRIA E A NATUREZA

O início da Trilha coincidiu com a entrada do segundo milênio do cristianismo e os 375 anos do Martírio.

        A Trilha teve um início muito modesto. Peregrinos a pé, acompanhados pelo professor Sérgio Venturini e Capitão Lisbôa, iniciamos uma caminhada de 5 dias para percorrer os cerca de 170 km que separam o Passo do Padre em São Nicolau de Caaró, término da caminhada na Romaria ao Caaró. CA caminhada é realizada sempre na semana anterior à Romaria, que acontece todos os anos no terceiro domingo do mês de novembro.

         Pela primeira caminhada pudemos ver que o trajeto é muito longo para ser realizado em apenas 5 dias. Mas pela presença e apoio das comunidades pudemos sentir que a peregrinação tinha um sentido teológico muito profundo e não apenas uma aventura.

         Nós nos propomos, simplesmente, iniciar uma caminhada de conhecimentos da região, , que pudesse acontecer em forma de evangelização por onde passaríamos. Queríamos palmilhar por terra onde pisaram santos, e queríamos por estas estradas chegar a um “lugar santo”. E, por meio desta caminhada, fazer um retiro, uma experiência de Deus.

         Esta peregrinação não tinha nenhum interesse maior do que ser um gesto de amor de um grupo de peregrinos que, tirando férias antecipadas, queriam, como o Antigo povo de Israel, colocar-se a caminho e descobrir, por meio de nossos santos mártires, um novo encontro com Deus. Não deixou e não deixa de ser um gesto de sacrifício e de renúncia, caminhar uma semana, celebrar com as comunidades, dar palestras em escolas, dormir em colchões nas escolas e salões comunitários.

         Para nós, estava bastante claro que uma peregrinação deve ser uma caminhada de fé, feita em espírito de oração, e não simplesmente passeio ou turismo. Por isso que, ao longo do caminho, nos encontramos com comunidades e escolas, e com eles rezamos e celebramos a Eucaristia.

Pe Eugênio Hartmann – Pároco de Alecrim