UMA TRILHA QUE VAI COMPLETAR 400 ANOS

Uma trilha que vai completar 400 anos de história renasce com os mesmo objetivos

O poeta Mario Quintana escreveu que depois da morte somente fica as lembranças das coisas boas que se fez. Um outro escritor mencionou também que feliz é aquele que tem história para contar. Nota-se, que os municípios que mais se desenvolvem – inclusive em nossa região, são aqueles que valorizam sobretudo sua história.

Pois há doze anos o historiador e professor Sergio Venturini e um grupo de visionários criaram a Associação Amigos da Trilha dos Santos Mártires. Esta entidade vem dando suporte ao traçado feito duas vezes por ano – uma a pé e outra a cavalo do caminho dos padres jesuítas da Companhia de Jesus, que aqui chegaram em 1626.

A revista REGIÃO buscou vários participantes da entidade e caminheiros. Por unanimidade, eles pediram que as informações fossem dadas por Sergio Venturini. Em princípio pretendíamos destacar exclusivamente o evento, mas tendo em vista de que cada vez mais este veículo de comunicação ganha assinantes em vários estados do país, ampliamos os questionamentos e Venturini depôs sobre a história missioneira. A organização do texto permite que cada leitor construa um painel da rica história desde o inicio do século XVII até as perspectivas para o ano de 2026, destacando o município de São Luiz Gonzaga. Usufrua deste documento.

O DEPOIMENTO DE SERGIO VENTURINI

“Comecei a pesquisar e escrever sobre a História das Missões desafiado por meus alunos os quais diziam que eu falava de uma história que não estava nos livros. Realmente a bela e emocionante história missioneira é conhecida no mundo acadêmico, mas não é devidamente divulgada nas escolas de Ensino Fundamental e Médio.”

Na apresentação do livro NA TRILHA DOS SANTOS MÁRTIRES DAS MISSÕES o bispo emérito de Santo Ângelo, Dom Estanislau Kreutz afirma: – Na verdade, em nossas escolas se leciona a história do Brasil e do universo. Entretanto, muito pouco é estudado um dos capítulos mais belos da história da humanidade: a maravilhosa epopeia missioneira. E destaca que a TRILHA DOS SANTOS MÁRTIRES DAS MISSÕES, com seu tríplice objetivo: histórico-religioso-ecológico resgata um dos mais importantes patrimônios sócio-religioso-econômicos-culturais da humanidade.

Diante da realidade do ensino da história missioneira nas escolas e da importância dessa história não só para a região bem como para o mundo, destaco alguns dados sobre a História das Missões com o objetivo que um número maior de pessoas a conheçam e que os colegas professores dessa disciplina passem a dar mais ênfase ao conhecimento das missões.

Para conhecermos minimamente a história precisamos considerar como pontos fundamentais o tempo, isto é quando os fatos aconteceram, e o espaço, ou seja, onde ocorreram tais fatos. Assim, quando falamos em missões jesuíticas lembramos que elas começaram tão logo a Companhia de Jesus foi reconhecido pelo papa em 1540. Essa Ordem Religiosa tinha como objetivos básicos a educação e a missão, isto é, converter o maior número possível de pessoas ao catolicismo.

Como missionários os jesuítas foram enviados para vários lugares da Europa, Ásia, África e América. Foi na América, mais precisamente aqui na nossa região que os padres da Companhia de Jesus foram melhor sucedidos, com a conversão ao cristianismo de milhares de guaranis que saíram das selvas para morar nos povos missioneiros.

Como educadores os jesuítas se deram muito bem na Europa e na América, pois ao fundarem colégios e universidades educaram gerações de jovens, entre eles os de classes mais abastadas que naturalmente seriam os futuros governantes e pela proximidade da Igreja Católica com o Estado,a Companhia de Jesus se tornou a Ordem Religiosa mais poderosa que o mundo conheceu até os nossos dias.

Na nossa região os jesuítas começaram a atuar a partir da criação da Província Jesuítica do Paraguai, em 1607, com sede em Assunção, mas com jurisdição sobre toda a região hoje formada pelo Paraguai, Argentina, Uruguai, Rio Grande do Sul e parte da Bolívia. Naquela época, toda essa região pertencia a coroa de Espanha, por isso, ao falarmos da história das nossas Missões estamos falando da história espanhola.

Quando se diz que São Nicolau foi a primeira redução jesuítica no Rio Grande do Sul e que São Borja foi o primeiro dos Sete Povos, ambas as afirmações são corretas, embora muitas pessoas que desconhecem nossa história questionam: Como assim?

A resposta é que teve dois períodos distintos da presença jesuítica aqui na margem esquerda do rio Uruguai. O primeiro que denominamos de Primeira Fase iniciou em 1626 com a fundação de São Nicolau do Piratini e terminou quando as reduções recém criadas foram destruídas pelos bandeirantes paulistas nos anos 1636-37. A Segunda Fase, conhecida como o período dos Sete Povos, iniciou com a fundação da missão de São Borja, em 1682, seguida pela fundação dos outros seis povos: São Nicolau, São Miguel e São Luiz Gonzaga, em 1687; São Lourenço. Em 1690; São João Batista, em 1697; e Santo Ângelo, em 1706 fundado na margem esquerda do Rio Ijuí e, no ano seguinte, 1707, se transferiu para o local da atual cidade de Santo Ângelo.

Na Primeira Fase das Missões os jesuítas fundaram reduções, isto é, entraram na selva ao encontro de índios guaranis que não tinham nenhum contato com os colonizadores europeus e convidaram os mesmos para sairem da mata e ir habitar com eles, onde receberiam o batismo cristão e passavam a ter a tutela dos jesuitas. Nessa fase foram fundadas aproximadamente 20 reduções, que ocupavam três quartos do atual território do Rio Grande do Sul.

As primeiras quatro reduções foram fundadas pelo padre Roque Gonzalez de Santa Cruz e são essas reduções que estão no roteiro da TRILHA DOS SANTOS MÁRTIRES, pois nelas trabalharam os santos missioneiros, padres Roque Gonzalez, Afonso Rodrigues e João de Castilho. Os peregrinos a pé ou os cavalarianos que realizam a Trilha dos Santos Mártires percorrem os locais que os mártires das missões deixaram seu sangue em novembro de 1628.

Os jesuítas chegaram em 1626 e em maio daquele ano fundaram São Nicolau do Piratini, em 1627 fundaram a redução de Nossa Senhora de Candelária do Caaçapamini (hoje em território do município de Rolador). Em agosto de 1628 fundaram Assunção do Ijuí (hoje município de Roque Gonzalez) e, no início de novembro deste ano, a redução de Todos os Santos do Caaró (município de Caibaté, hoje). Os padres Roque Gonzalez e Afonso Rodrigues foram assassinados no dia 15 de novembro de 1628, no Caaró e, dois dias depois o padre João de Castilho foi morto na redução de Assunção do Ijuí.

Os jesuitas foram mortos pelos guaranis liderados pelo cacique Nheçu que não aceitavam o novo modelo de vida proposto pelos padres. Mas, essas mortes dos jesuitas não significaram o fim da Primeira Fase das Missões, pois os padres que estavam nas reduções de Candelária do Caaçapamini e em São Nicolau conseguiram sobreviver ao ataque dos guaranis infiéis e com a ajuda de índios já catequizados das reduções da margem direita do rio Uruguai vingaram a morte dos jesuítas atacando os assassinos dos mesmos e derrotando-os em sangrentas batalhas onde morreram centenas de índios.

Um fato importante da Primeira Fase aconteceu em 1634, quando o padre Pedro Romero comprou em Corrientes o primeiro gado que entrou no Rio Grande do Sul. Essa tropa de gado bovino foi trazida para a região pelo padre Cristóvão de Mendonça, hoje reconhecido pelo Centro de Tradições Gaúchas, como o Primeiro Tropeiro de nosso estado.

O período das primeiras reduções teve um fim trágico, pois foram destruídas pelos bandeirantes paulistas nos anos de 1636-37 que as assaltaram matando um grande número de mulheres, velhos e crianças e levando presos para São Paulo os índios adultos para serem comercializados como escravos. Os índios de algumas reduções antes de serem atacadas pelos bandeirantes fugiram com os jesuítas para o outro lado do rio Uruguai. Houve ainda uma tentativa dos bandeirantes cruzarem o Uruguai para assaltar as reduções que se localizavam entre os rios Uruguai e Paraná, mas foram derrotados na Batalha de Mbororé.

Os jesuitas acompanhados por guaranis já cristãos, retornaram para fundar os conhecidos Sete Povos missioneiros que tiveram seu período de esplendor lá por 1730-40, quando seu espetacular desenvolvimento nas artes ( música, escultura, dança, teatro e arquitetura), na agricultura ( gado, erva-mate, algodão, fumo ), na arte militar ( mais de 50 vezes tropas de guaranis atuaram na defesa dos interesses dos jesuitas e do rei da Espanha) na indústria ( fabricação de carretas, sinos, embarcações, utensílios para igrejas, ferramentas de trabalho, móveis, tecidos) e na educação fez com que os Sete Povos tivessem um nível de desenvolvimento cultural, social e material equivalente as cidades mais desenvolvidas da Europa.

Os Sete Povos das Missões começaram sua decadência com o fortalecimento do capitalismo mercantilista que queria que as missões produzissem mais produtos excedentes para dar lucro aos burgueses e mais impostos para o rei, mas os guaranis estavam satisfeitos com o que produziam no seu sistema cooperativo e não estavam de acordo em sacrificar sua tranquila vida missioneira para atender a interesses externos.

O Tratado de Madri, em 1750, provocou a Guerra Guaranítica porque os índios liderados por Sepé Tiarajú se negaram a abandonar suas terras, casas e igrejas e entregá-las para os portugueses. Nessa guerra, 1754-56, os guaranis missioneiros foram derrotados pelos exércitos ibéricos, mas em 1761, o Tratado de Madri foi anulado e as missões continuaram com os jesuitas espanhóis até 1768 quando os padres jesuitas foram expulsos das missões que passaram a ser administradas por representantes do rei da Espanha e orientados espiritualmente por padres de outras ordens religiosas.

Com a expulsão dos jesuitas começou a derrocada das missões e em 1801 foram ocupadas pelos portugueses. Mesmo estando os portugueses de fato ocupando as missões a partir de 1801, somente em 1828 cessaram as disputas por esse território entre Portugal e Espanha.

SURGE O EVENTO DA TRILHA

Pois bem, a ideia da TRILHA DOS SANTOS MÁRTIRES surgiu com o propósito de fazer com que os moradores desse solo sagrado das missões passassem a se interessar e conhecer melhor nossa bonita história missioneira, principalmente o período inicial que corresponde, também, ao início da história do Rio Grande do Sul.

Os primeiros contatos que fiz para criar a Trilha foram com o escritor Nelson Hoffmann, o padre Eugênio Hartmann, o capitão Edison Lisbôa e muitas pessoas dos municípios por onde a TRILHA DOS SANTOS MÁRTIRES iria passar, mas não houve nenhuma reunião formal para definir os objetivos, as estratégias e o roteiro da Trilha. Ela foi realizada pela primeira vez como uma ação um tanto aventureira na qual eu tive  a companhia de padre Eugênio , do capitão Lisbôa e apoio de inúmeras pessoas que eu havia contatado nos municípios em que a Trilha se realizava, destacando-se a APARP – Associação de Proteção Ambiental Amigos do Rio Piratini, que colocou seus barcos a disposição para a parte naval da Trilha no rio Ijuí.

A TRILHA DOS SANTOS MÁRTIRES DAS MISSÕES foi batizada com esse nome no dia 06 de abril de 2002 quando foi realizada a Assembleia Geral de fundação da ASSOCIAÇÃO AMIGOS DA TRILHA DOS SANTOS MÁRTIRES DAS MISSÕES, no então Balneário Cachoeirão, junto ao Salto Pirapó, em Roque Gonzales.

A Trilha percorre o traçado que segue os passos dos mártires das missões, desde o local em que eles ingressaram no atual estado do Rio Grande do Sul, no Passo do Padre, junto ao rio Uruguai, em São Nicolau. Desloca-se até o local do martíro de seu líder, o padre Roque Gonzalez, no Caaró. Cruza os atuais municípios de São Nicolau, Pirapó, Roque Gonzales, São Pedro do Butiá, Rolador e Caibaté, sempre valorizando os pontos de interesses históricos, religiosos e ambientais.

A Trilha dos Santos Mártires, segundo especialistas em turismo, tem “pontos fortes” no início, meio e fim. Portanto, todo o seu trajeto é interessante, destacando-se a Cruz no Passo do Padre, o rio Uruguai, o Sítio Arqueológico de São Nicolau, a arquitetura alemã de algumas casas de Pirapó, o rio Ijuí, a Cruz de João de Castilho, o santuário de Assunção do Ijuí, o Cerro Inhacurutum, a cultura pomerana na Linha Inhacurutum, o Centro Germânico Missioneiro, em São Pedro do Butiá,a redução de Candelária do Caaçapamini, em Rolador e, finalmente, o Santuário de Caaró, em Caibaté.

A TRILHA DOS SANTOS MÁRTIRES DAS MISSÕES  hoje já é relativamente conhecida na região, tendo um livro editado com o apoio da FUNMISSÕES e da Secretaria Vocacional dos Jesuítas e um DVD sobre a Cavalgada na Trilha, produzido pelo programa televisio No Rancho da Prosa, do Paraná.

Internacionalmente, sempre que dou entrevistas aos meios de comunicações de Paraguai, Argentina e Uruguai ou faço palestras nesses países é lembrado que sou do povo missioneiro de São Luiz Gonzaga e criador da Trilha dos Santos Mártires, isso porque a partir de 2002 fiz caminhadas por estes países e em diversas oportunidades jornais destacaram essas peregrinações pelos Trinta Povos Missioneiros, inclusive em 2006, o Televisão Educativa de Misiones, Argentina, produziu um DVD com duração de 45 minutos sobre minhas caminhadas com o título: Caminhando por Las Huellas Del Pasado (Caminhando pelos rastos do passado ).

Sobre minhas caminhadas por onde atuou o padre Roque Gonzalez de Santa Cruz posso dizer que fiz o trajeto que ele fez no Rio Grande do Sul, que é a TRILHA DOS SANTOS MÁRTIRES onze vezes a pé e três vezes à cavalo, do Passo do Padre até Caaró.

Na região da ação missionária de Roque Gonzalez, desde onde ele iniciou seu trabalho junto aos guaranis, Santo Ignácio Guazú, Misiones, Paraguai, passando por Santa Maria de Fé, Santa Rosa de Lima e Encarnación, ainda no Paraguai e, depois por Posadas, São José, Apóstoles e Cocepción de La Sierra, na Argentina e daí São Nicolau até Caaró. Caminhei aproximadamente 450Kms em três oportunidades nos anos de 2002, 2004 e 2006.

Como o padre Roque Gonzalez também teve importante ação política em Assunção e Buenos Aires, também fiz esse trajeto a pé desde a capital do Paraguai até a capital da Argentina passando por Montevidéu e Colônia de Sacramento, no Uruguai, num trajeto de 1600 Kms. Assim, posso afirmar que nos recentes dez anos caminhei mais de quatro mil quilômetros e, em outros momentos, também estive nos Trinta Povos das Missões e em muitos outros lugares importantes para o conhecimento da história missioneira.

A TRILHA DOS SANTOS MÁRTIRES DAS MISSÕES tendo o apoio do poder público regional, a participação de maior número de pessoas e a divulgação nos meios de comunicação poderá brevemente se transformar num Produto de Turismo de Fé (religioso) e Rural importante para a região missioneira gerando trabalho e renda.

Faltam 14 anos para chegarmos a 2026, quando as missões completam 400 anos e estamos trabalhando para que São Luiz Gonzaga se habilite para ser o centro das comemorações que vão lembrar os quatro séculos da história missioneira, que serão também os quatro séculos de história do Rio Grande do Sul.

Para a nossa cidade se tornar um centro de atração turística nas missões precisamos trabalhar de forma organizada, seguindo um programa bem elaborado e de forma contínua na melhoria e na divulgação de nosso potencial turístico. Temos a nosso favor a posição geográfica favorável, a nossa história e a nossa arte, mas precisamos e podemos melhorar a nossa atividade turística.

O desenvolvimento do turismo depende basicamente do conhecimento que os moradores precisam ter do produto turístico que é vendido, no nosso caso a história das missões precisa ser mais conhecida pela população regional, em particular São Luiz Gonzaga, do apoio institucional do poder público e da ação dos empreendedores.

Para atrair turistas São Luiz Gonzaga precisa melhorar seu aspecto urbano, como a arquitetura dos prédios públicos e privados, ruas e praças bem cuidadas e iluminadas. Melhorar a apresentação das peças em nossos museus e mantê-los abertos nos horários mais compatíveis com uma cidade turística ( abrir no sábado e domingo, fechar na segunda e terça-feira ), facilitar o acesso ao interior da igreja matriz para visita as imagens jesuíticas e melhorar a apresentação das mesmas.

Com poucos recursos poderia se colocar uma bica de água na Gruta Nossa Senhora de Lourdes (é a única gruta dedicada a Nossa Senhora de Lourdes que não tem água das que conheço). Falando em água, é possível reconstruir uma fonte jesuítica missioneira na área urbana de São Luiz Gonzaga, transformando-a num interessante ponto de atração de lazer e turismo.

Mas, para São Luiz Gonzaga se tornar referência no setor de turismo é evidente que precisamos de obras de vulto, como a estruturação do Parque Centenário para termos uma área pública adequadas para a realização de grandes eventos artísticos culturais, onde poderia se voltar a realizar eventos que marcaram época no município, como o Festival do Canto dos Sete Povos e o Encontro Internacional de Chamameceros. Também, em local adequado e sem os custos na montagem de infra-estrutura, a Mostra da Arte Missioneira naturalmente se tornaria um marco na atração de turistas e divulgação de São Luiz Gonzaga.

A nossa região tem um programa voltado para o desenvolvimento econômico tendo como fulcro o turismo, que é a ROTA MISSÕES. Trabalhei na implantação desse projeto como consultor de história, fazendo pesquisa, escrevendo e palestrando sobre a História das Missões em toda a região e participando na divulgação de nossos produtos turísticos em eventos em Porto Alegre e Feira de Turismo em São Paulo. Nessas oportunidades senti todo o fascínio que a história missioneira emana, mas, infelizmente não temos na região dos nossos Sete Povos programas e produtos turísticos para mantermos os turistas alguns dias na região.

Uma das grandes dificuldades para os turistas aqui chegarem são os meios de transportes, por isso São Luiz Gonzaga deve voltar a fazer parte da ROTA MISSÕES (hoje está desligada desse projeto ) e trabalhar de maneira integrada com os demais municípios, apoiando São Nicolau para conseguir oficializar o porto de Santo Izidro e Santo Ângelo para a ampliação do aeroporto, tornando-o internacional. Somente teremos turistas endinheirados por aqui se tivermos um aeroporto internacional, com algumas linhas diárias de voos. Ninguém vem de longe de ônibus ou de carro. A primeira pergunta que me fazem quem pretende vir aqui, pessoas de São Paulo, Buenos Aires ou Assunção é: – Quais são os horários de voo para as Missões do Rio Grande do Sul?

Quando faço minhas intervenções nas conversas com os grupos de pessoas  que nos recebem durante a realização da TRILHA DOS SANTOS MÁRTIRES e nas entrevistas para as rádios e jornais regionais, sempre me refiro ao ano de 2026 como a data que devemos estar preparados  para as grandes comemorações dos 400 anos das missões e que São Luiz Gonzaga deve se preparar para ser o centro desse momento de grande importância histórica para a região e para o mundo.

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